A Execução da Estratégia

A Gestão é um exercício dinâmico, que evolui e adota novas práticas e nomenclaturas de tempos em tempos. Mesmo assim, me arrisco a assumir que as premissas essenciais permanecem e permanecerão as mesmas por muito tempo – seja num contexto de Gestão 1.0, 4.0 ou 200.0. Entendo que a Gestão, enquanto manifestação da Execução da Estratégia (ampla ou parcial), sempre estará apoiada em elementos-chave que considero formarem um grande mapa, contendo:

- Objetivos claros e tangíveis – materializando os Propósitos;

- Recursos – sempre limitados;

- Premissas de trabalho – políticas e regras de operação, em todos os níveis;

- Processos – refletindo os aprendizados acumulados por uma organização;

- Competências – as capacidades humanas e/ou artificiais aplicadas ao negócio;

- Feedback – reforçando a importância de práticas específicas de análises críticas, entendimentos e ajustes em qualquer variável do sistema.

Temos ainda a figura da Liderança, como “geradora e condutora da energia” para operação deste mapa, e a Cultura como imagem e síntese das crenças e práticas mais arraigadas neste sistema como um todo.

Se entendemos que um mapa é uma ferramenta de orientação que nos mostra referenciais para tomadas de decisões (sobre qual o melhor caminho, ou o mais curto, ou com as paisagens mais belas, por exemplo, num mapa rodoviário), então acredito que o mapa para uma boa Execução da Estratégia em qualquer organização deve refletir com a melhor acuidade todos aqueles elementos citados acima, para que a liderança consiga endereçar seus esforços com foco e sabedoria – garantindo que o conjunto evolua de maneira equilibrada e com bom ritmo.

São comuns os casos de empresas que adotam metodologias modernas de Execução (especialmente relacionadas a Projetos) e que logo percebem o estabelecimento de dissonâncias ou ruídos internos. Isso ocorre justamente por conta do desequilíbrio na aplicação de energia em apenas um ou em poucos pontos daquele mapa – deixando de se observar o todo. É um erro comum, com poder devastador (percepção indevida de privilégios, de agressividade ou conservadorismo, de burocratização ou informalidade excessiva, etc), mas que pode ser mitigado na medida em que a Gestão venha a ser praticada de forma coletiva, equilibrada e bem orientada, a partir da alta liderança.

Photo by JESHOOTS.COM on Unsplash


Autor:

João Pedro Leite Oliveira

Câmara
Portuguesa

de Minas Gerais

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